Ezequiel Fagundes - Estado de Minas
Publicação: 28/12/2010 06:34 Atualização: 28/12/2010 07:22
Dois ex-secretários da Prefeitura de Nova Lima foram indiciados pela Polícia Federal (PF) em inquérito aberto para investigar pagamentos de propina e extorsão. Márcio José Tupy, que ocupou a Secretaria de Administração da Regional Noroeste, e Sandro Pereira Lima, então secretário de Obras e hoje vereador da cidade, foram fisgados pela Operação Cáften, que desbaratou em maio uma quadrilha especializada em aplicar golpes financeiros. A estimativa da PF é de que a fraude tenha causado um rombo de R$ 11 milhões nos cofres do Fisco, entre 1999 e 2010.
No rastro dos crimes financeiros, no entanto, a PF descobriu um caso clássico de corrupção na cidade. Márcio Tupy foi indiciado por formação de quadrilha, concussão, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Já Sandro Lima, por extorsão, formação de quadrilha e tráfico de influência.
Além dos dois ex-secretários, a investigação atinge um empresário, um advogado, um engenheiro e o prefeito Carlos Roberto Rodrigues, o Professor Carlinhos (PT), que foi indiciado por formação de quadrilha e prevaricação. Para a PF, o petista acobertou o golpe.
Alvo principal da operação, o empresário João Carlos Ferreira Martins, dono da firma de cosméticos Lacquaderm, é acusado de ter pago propina para Márcio Tupy e Sandro Lima. Em troca dos valores, a dupla intercedeu junto à prefeitura em favor do empresário. O objetivo dele, segundo a PF, era conseguir a emissão de uma certidão de habite-se para a Lacquaderm e o asfaltamento da Rua Quebec, no Bairro Jardim Canadá, onde funciona a empresa.
Para isso, João Carlos emitiu cheques no valor total de R$ 13 mil para Sandro Lima investir na campanha eleitoral de 2008. Depois de embolsar a propina, o vereador teria apresentado o empresário a Márcio Tupy, que recebeu R$ 20 mil.
Procurado pela reportagem, o prefeito não concedeu entrevista. Tupy diz ser inocente. “Fui intimado na condição de testemunha”, alegou. O vereador Sandro Lima, a princípio, tentou se esquivar. “Prefiro não comentar.” Minutos depois, ele refez o contato e passou a ligação para seu advogado, Antonio Veloso Neto, que criticou a investigação da PF. “O Ministério Público até ontem não havia oferecido denúncia. Então até agora não tem nada”, declarou. Toda a documentação da Operação Cáften foi remetida para análise do Ministério Público (MP).
No rastro dos crimes financeiros, no entanto, a PF descobriu um caso clássico de corrupção na cidade. Márcio Tupy foi indiciado por formação de quadrilha, concussão, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Já Sandro Lima, por extorsão, formação de quadrilha e tráfico de influência.
Além dos dois ex-secretários, a investigação atinge um empresário, um advogado, um engenheiro e o prefeito Carlos Roberto Rodrigues, o Professor Carlinhos (PT), que foi indiciado por formação de quadrilha e prevaricação. Para a PF, o petista acobertou o golpe.
Alvo principal da operação, o empresário João Carlos Ferreira Martins, dono da firma de cosméticos Lacquaderm, é acusado de ter pago propina para Márcio Tupy e Sandro Lima. Em troca dos valores, a dupla intercedeu junto à prefeitura em favor do empresário. O objetivo dele, segundo a PF, era conseguir a emissão de uma certidão de habite-se para a Lacquaderm e o asfaltamento da Rua Quebec, no Bairro Jardim Canadá, onde funciona a empresa.
Para isso, João Carlos emitiu cheques no valor total de R$ 13 mil para Sandro Lima investir na campanha eleitoral de 2008. Depois de embolsar a propina, o vereador teria apresentado o empresário a Márcio Tupy, que recebeu R$ 20 mil.
Procurado pela reportagem, o prefeito não concedeu entrevista. Tupy diz ser inocente. “Fui intimado na condição de testemunha”, alegou. O vereador Sandro Lima, a princípio, tentou se esquivar. “Prefiro não comentar.” Minutos depois, ele refez o contato e passou a ligação para seu advogado, Antonio Veloso Neto, que criticou a investigação da PF. “O Ministério Público até ontem não havia oferecido denúncia. Então até agora não tem nada”, declarou. Toda a documentação da Operação Cáften foi remetida para análise do Ministério Público (MP).
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